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A Crónica do Caminho Central de Santiago 🚵➡️🐚

Mais um Caminho de Santiago terminou. 😊

É sempre uma grande aventura, repleta de convívio, esforço, dedicação e muita animação. Este ano voltei a fazer a viagem para o Porto de comboio, a partir da Régua.

Já se torna "tradição", quando o Caminho lá começa! 🚂 😀

Há sempre muito para se falar do Caminho de Santiago, pois cada quilómetro percorrido, quer de uma nova rota, quer um percurso já feito anteriormente, tem sempre algo de novo que chama a atenção, bem como ajustes que se vão realizando nas rotas, de forma garantir uma maior segurança a quem faz o CAMINO. Fica sempre muito por contar! 😉

A rota de 2025 teve cerca de 250 kms, contando já com os acertos dos desvios no percurso, onde se incluem locais que nos chamaram a atenção durante o CAMINO, sem fugir muito das setas amarelas e marcos com a concha, rumo a Santiago de Compostela. A saída da Sé do Porto é realizada pelas típicas ruas da Ribeira, com as também típicas casas e suas ruas estreitas. A meio desse troço, há a separação entre a Rota pela Costa, que continua para Vila do Conde, e a Rota Central que toma a direção de S. Pedro de Rates. 

Os trilhos são repletos de paisagens espetaculares, zonas rurais, outras mais citadinas e cidades e aldeias históricas e ainda algumas áreas costeiras percorridas.

A vertente Central do Caminho de Santiago feita em 3 etapas, conforme programadas este ano, pode ser caraterizada assim:

  • A citadina (Porto -> Ponte de Lima): é o troço que atravessa mais zona urbana, isto é, em áreas em que não é possível passar em troços de terra, como acontece na fase de saída do Porto, área de Barcelos e área de chegada a Ponte de Lima, embora os últimos 5 kms, até à chegada à Torre de Menagem no centro da Vila, sejam por entre as vinhas, com o rio Lima por companhia, por um trilho em paralelo, que permite um bom embalo das bicicletas!;
  • A Montanhosa (Ponte de Lima -> Redondela): a etapa que mais exige do físico, tendo a parte matinal ficado para o assalto à LABRUJA, pois ainda estávamos frescos! 😅 A mítica subida, deixa belas mazelas…cerca de 1 hora de bicicleta à mão ou costas! Depois da Labruja, a passagem da fronteira, em Valença e a parte de tarde já foi um pouco mais rolante, embora com bom acumulado final!💪;
  • A Rural (Redondela -> Santiago de Compostela): a terceira etapa é a que tem mais caminho a atravessar espaços rurais e aldeias tipicamente galegas. Um autêntico regalo para os olhos...e pernas, que com alguns troços mais retos, proporcionam algum descanso, embora haja pequenas paredes, para não esquecer o que é subir! 😆. 
Este ano percorremos a parte complementar do Caminho, na área de Porrinho, para evitar a zona industrial e um troço em alcatrão, bem como na área de Pontevedra, onde passámos por um autêntico bosque, com ótimos "single-tracks", ao longo do curso de um rio;

Em suma, O Caminho Central de Santiago de Compostela foi é e será sempre uma excelente experiência, feito algumas vezes a um ritmo bem calmo e mais rolante, outras pelas caraterísticas do terreno, a ritmo bem lento e de extrema dureza...Assim é o CAMINO! 😉

Num ano em que novos bicigrinos se juntaram ao "núcleo duro", foi mais uma bicigrinação fantástica! 

Paulo Sabença, Nélson Ribeiro, António Barradas, Carlos Silva, Luís Silva, Roberto Alves, André Alves (júnior), Miguel Guedes, André Alves e João Rodrigues, a todos, que mais uma vez partilharam o caminho comigo, obrigado! 😉




O Caminho de Santiago, não se faz...vive-se...e pedala-se! 🚵➡️🐚

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