Depois de muito ter escrito sobre o 1.º Caminho de Santiago de Compostela em Bicicleta, eis que chegou o momento escrever a crónica da Peregrinação, que ligou Lamego a Santiago de Compostela, pelo Caminho Português do Interior. Refira-se que, todos estes OBJETIVOS, são alvo de ponderação e estudo prévios.
1.ª Etapa: a dura.
A peregrinação iniciou-se na Sé Catedral de Lamego. Os trilhos entre Lamego e o Peso da Régua já se conheciam, pois já tinha sido alvo de estudo. A partir dali era o desconhecido mas, como bons peregrinos, continuámos a nossa rota. Já contávamos que os Caminhos de Santiago tivessem zonas em que teríamos de carregar as bikes, o que não esperávamos era que, o troço entre Santa Marta de Penaguião e Vila Real se encontrasse quase intransitável, quer para quem faz os Caminhos a pé, de bicicleta ou a cavalo, devido aos trilhos serem muitos estreitos, com vegetação densa e em algumas zonas haver pouco espaço para a roda de uma bicicleta e falta de proteção lateral em zonas mais íngremes.
Para nós, esta é a única zona de todo o traçado, que merecia mais atenção, para uma maior segurança para quem realiza os caminhos. Demorámos cerca de 4 horas a fazer a ligação entre Santa Marta de Penaguião e Vila Real, pois, nem com a bicicleta à mão se conseguia andar muito bem. Entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, os caminhos já foram mais rolantes e deu para "esticar" as pernas.
2.ª Etapa: a maratonista.
Entre Vila Pouca de Aguiar e Allariz foi a "etapa maratona" com uma distância de 150 kms percorridos, que marcou a entrada em solo espanhol e foi o momento da "1.ª Internacionalização" dos Artistas do Pedal, a pedalar. A fase portuguesa até à fronteira foi mais rolante já que alguns dos caminhos são pela desativada Linha do Corgo. Os primeiros quilómetros espanhóis, até ao almoço em Verín fizeram-se em bom ritmo, a rolar, embora já com algumas subidas. A parte da tarde também se rolou bem mas, para não fugir à regra, tivémos a nossa praxe diária: uma subida de cerca de 2 kms em que a bike teve de seguir à mão, mas "nada de grave". Jantámos a cerca de 6 kms de Allariz pois o corpo já pedia uma refeição mais completa. Chegámos ao final da 2.ª etapa, a maratonista devido à quilometragem com o sentimento de dever cumprido.
3.ª Etapa: A Cultural.
O dia 3 da Peregrinação a Santiago de Compostela, começou bem cedo, pelas 8h30m (hora espanhola) já estávamos de saída de Allariz em direção a Lalín depois de uma noite de repouso com pequeno almoço incluído no Hotel "" O Portelo". Com a rodagem que já tínhamos e Santiago de Compostela, os caminhos pareciam cada vez mais fáceis, embora continuassem a mostrar a "dificuldade peregrina". Até Ourense onde almoçámos (e mesmo depois), e a exemplo da 2.ª Etapa o percurso teve zonas comuns com a Estrada Nacional (Espanhola) 525, embora sempre que possível, os Caminhos de Santiago sejam paralelos à nacional, ou usam estradas secundárias, quando não há trilhos pelos montes, o que torna o percurso mais seguro para quem o realiza.
Já depois do almoço, e a meio do percurso da tarde encontrámos uma divisão no caminho, isto é, tínhamos sinalização para a esquerda: "Camiño de Piñor", e para a direita: "Caminho de Oseia". Em boa hora escolhemos o "Caminho de Oseia" apesar de serem mais 8 kms para pedalar. Em Oseia fomos surpreendidos pela beleza ímpar do Mosteiro de Oseia, onde ainda vivem 16 monges da ordem de Cister, a mesma à qual peretence o Mosteiro de Salzedas, em Tarouca. Depois de termos feito a visita, tirado fotografias e tomado mais um reforço sólido e líquido, eis que fomos informados que teríamos a "praxe diária" com mais um trilho de "bike à mão" mas, nada que um bom peregrino não esteja preparado. Chegámos a Lalín ainda com tempo para uma volta depois dos merecidos banhos e jantares.
4.ª Etapa: A "tal" etapa
O 4.º e último dia de peregrinação foi o mais calmo, no que a percurso diz respeito pois já não houve "praxe diária", quer dizer, à chegada ao Santuário há uma última subida, mas nada de muito extenso, sendo apenas cerca de 200 metros. Neste dia já conseguimos desfrutar mais da bicicleta, pois o percurso não foi tão extenso nem tão exigente fisicamente, embora o acumulado já tivesse bons valores, a vontade cada vez maior e a distância cada vez menor, até parecia que Santiago de Compostela era "ali ao virar da esquina". Chegámos no horário previsível, já com a coleção de carimbos nas nossas credenciais e faltando apenas o último, o de Santiago de Compostela.
Os Artistas do Pedal agradecem mais uma vez a disponibilidade do Gentil Sousa (motorista) e Lamego Bike (carrinha de transporte) que já nos aguardavam para nos trazer de volta à base.
Em suma,
São sempre poucas as palavras para descrever as sensações de realizar o Caminho de Santiago de Compostela pela primeira vez. Mas uma coisa é certa, pois mais vezes que o Caminho seja realizado há sempre sensações únicas e, "El Camiño" não se explica, sente-se.
Para verem a reportagem fotográfica, procurem a página "Os Artistas do Pedal" no facebook, façam "Gosto" e fiquem a par das novidades!
E lembrem-se:
"Uma vez peregrino, para sempre peregrino"!
Ride ON!
1.ª Etapa: a dura.
A peregrinação iniciou-se na Sé Catedral de Lamego. Os trilhos entre Lamego e o Peso da Régua já se conheciam, pois já tinha sido alvo de estudo. A partir dali era o desconhecido mas, como bons peregrinos, continuámos a nossa rota. Já contávamos que os Caminhos de Santiago tivessem zonas em que teríamos de carregar as bikes, o que não esperávamos era que, o troço entre Santa Marta de Penaguião e Vila Real se encontrasse quase intransitável, quer para quem faz os Caminhos a pé, de bicicleta ou a cavalo, devido aos trilhos serem muitos estreitos, com vegetação densa e em algumas zonas haver pouco espaço para a roda de uma bicicleta e falta de proteção lateral em zonas mais íngremes.
Para nós, esta é a única zona de todo o traçado, que merecia mais atenção, para uma maior segurança para quem realiza os caminhos. Demorámos cerca de 4 horas a fazer a ligação entre Santa Marta de Penaguião e Vila Real, pois, nem com a bicicleta à mão se conseguia andar muito bem. Entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, os caminhos já foram mais rolantes e deu para "esticar" as pernas.
2.ª Etapa: a maratonista.
Entre Vila Pouca de Aguiar e Allariz foi a "etapa maratona" com uma distância de 150 kms percorridos, que marcou a entrada em solo espanhol e foi o momento da "1.ª Internacionalização" dos Artistas do Pedal, a pedalar. A fase portuguesa até à fronteira foi mais rolante já que alguns dos caminhos são pela desativada Linha do Corgo. Os primeiros quilómetros espanhóis, até ao almoço em Verín fizeram-se em bom ritmo, a rolar, embora já com algumas subidas. A parte da tarde também se rolou bem mas, para não fugir à regra, tivémos a nossa praxe diária: uma subida de cerca de 2 kms em que a bike teve de seguir à mão, mas "nada de grave". Jantámos a cerca de 6 kms de Allariz pois o corpo já pedia uma refeição mais completa. Chegámos ao final da 2.ª etapa, a maratonista devido à quilometragem com o sentimento de dever cumprido.
3.ª Etapa: A Cultural.
O dia 3 da Peregrinação a Santiago de Compostela, começou bem cedo, pelas 8h30m (hora espanhola) já estávamos de saída de Allariz em direção a Lalín depois de uma noite de repouso com pequeno almoço incluído no Hotel "" O Portelo". Com a rodagem que já tínhamos e Santiago de Compostela, os caminhos pareciam cada vez mais fáceis, embora continuassem a mostrar a "dificuldade peregrina". Até Ourense onde almoçámos (e mesmo depois), e a exemplo da 2.ª Etapa o percurso teve zonas comuns com a Estrada Nacional (Espanhola) 525, embora sempre que possível, os Caminhos de Santiago sejam paralelos à nacional, ou usam estradas secundárias, quando não há trilhos pelos montes, o que torna o percurso mais seguro para quem o realiza.
Já depois do almoço, e a meio do percurso da tarde encontrámos uma divisão no caminho, isto é, tínhamos sinalização para a esquerda: "Camiño de Piñor", e para a direita: "Caminho de Oseia". Em boa hora escolhemos o "Caminho de Oseia" apesar de serem mais 8 kms para pedalar. Em Oseia fomos surpreendidos pela beleza ímpar do Mosteiro de Oseia, onde ainda vivem 16 monges da ordem de Cister, a mesma à qual peretence o Mosteiro de Salzedas, em Tarouca. Depois de termos feito a visita, tirado fotografias e tomado mais um reforço sólido e líquido, eis que fomos informados que teríamos a "praxe diária" com mais um trilho de "bike à mão" mas, nada que um bom peregrino não esteja preparado. Chegámos a Lalín ainda com tempo para uma volta depois dos merecidos banhos e jantares.
4.ª Etapa: A "tal" etapa
O 4.º e último dia de peregrinação foi o mais calmo, no que a percurso diz respeito pois já não houve "praxe diária", quer dizer, à chegada ao Santuário há uma última subida, mas nada de muito extenso, sendo apenas cerca de 200 metros. Neste dia já conseguimos desfrutar mais da bicicleta, pois o percurso não foi tão extenso nem tão exigente fisicamente, embora o acumulado já tivesse bons valores, a vontade cada vez maior e a distância cada vez menor, até parecia que Santiago de Compostela era "ali ao virar da esquina". Chegámos no horário previsível, já com a coleção de carimbos nas nossas credenciais e faltando apenas o último, o de Santiago de Compostela.
Os Artistas do Pedal agradecem mais uma vez a disponibilidade do Gentil Sousa (motorista) e Lamego Bike (carrinha de transporte) que já nos aguardavam para nos trazer de volta à base.
Em suma,
São sempre poucas as palavras para descrever as sensações de realizar o Caminho de Santiago de Compostela pela primeira vez. Mas uma coisa é certa, pois mais vezes que o Caminho seja realizado há sempre sensações únicas e, "El Camiño" não se explica, sente-se.
Para verem a reportagem fotográfica, procurem a página "Os Artistas do Pedal" no facebook, façam "Gosto" e fiquem a par das novidades!
E lembrem-se:
"Uma vez peregrino, para sempre peregrino"!
Ride ON!
Comentários
Enviar um comentário